| 000 | 01951cam a2200205 4500 | ||
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| 001 | 618 | ||
| 010 | _a9726995736 | ||
| 090 | _a618 | ||
| 100 | _a19980528d1997 m y0pory5003 ba | ||
| 200 | 1 |
_aPés nus na água fria _fDomingos Lobo |
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| 210 |
_aLisboa _cVega _d1997 |
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| 215 | _a156, [3] p. | ||
| 225 | 2 | _aO chão da palavra | |
| 330 | _aOh leitor do Ó! Utilizando com grande finura o distanciamento brechtiano, Domingos Lobo dá-se à abordagem, neste romance, de um país que, sob Salazar, vive as suas próprias contradições (ideológicas, sentimentais, morais). Um tema fácil? Não. Na pena de Domingos Lobo, e por mais paradoxal que tal possa parecer, essas contradições constituem um pano de fundo em que todos se misturam, se respiram mutuamente - resistentes, indiferentes, serventuários do regime… Trata-se de uma atmosfera natural para quem a respira, como se as coisas desde o princípio do mundo tivessem sido sempre assim – e unicamente o leitor, beneficiando já de uma outra perspectiva, é que sabe destrinçar entre uns e outros, entre o claro e o escuro, e, assim, situar-se, embora um anto confuso, no eventual caminho justo da vida. Aliás, uma figura há neste romance, Antunes do Ó, autêntica obra-prima no âmbito da obra-prima no âmbito da criação literária (talvez a maior personagem da nossa actual literatura), que nos dá precisamente essa confusão: um dos cães de fila do regime, Antunes do Ó, age e repensa os métodos, questiona-se sobre os modos de agir e sobre o regime que serve. Numa palavra: interpreta e desmonta a personagem, levando-a a subverter o estado das coisas. Logo: o apelido Ó transforma-se no “AH!”, já não confuso, do leitor. Ora tais transformações só um grande escritor as sabe operar.. | ||
| 606 |
_915 _aLiteratura Portuguesa |
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| 675 |
_a821.134.3 _vPT _zpor |
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| 700 |
_aLobo _bDomingos _9490 |
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| 801 | 0 |
_aPT _bBMVN _gRPC |
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| 830 |
_cTânia Croca _d31/12/2021 |
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| 990 | _cLIVROS | ||